A conquista do terceiro lugar na 100ª Corrida de São Silvestre por Fábio Jesus Correia, com o tempo de 45min06s , deveria ser motivo de celebração absoluta, sendo o melhor resultado brasileiro em anos. No entanto, o brilho da medalha foi ofuscado por um desabafo contundente que expôs as vísceras do atletismo nacional.
“Treinei na rua”: A realidade do atleta de elite
Em entrevista logo após cruzar a linha de chegada, Fábio Jesus revelou que sua preparação para enfrentar os gigantes africanos aconteceu em condições precárias. “Treinei na rua porque as pistas não nos liberam para treinar”, afirmou o atleta em rede nacional. Mesmo figurando entre os melhores do mundo, ele carece de acesso básico a equipamentos de alta performance em solo brasileiro.
Para acompanhar os desdobramentos dessa crise e não perder as próximas competições de atletismo com a melhor qualidade de imagem, muitos torcedores preferem assinar serviços de transmissão estáveis que garantem acesso total aos canais de esporte sem interrupções.
Preparação solitária e o jejum de vitórias
A dedicação de Fábio é inquestionável: ele buscou adaptar-se à altitude treinando em períodos na Colômbia e no Quênia, muitas vezes utilizando recursos limitados e sem o suporte institucional adequado. Essa lacuna técnica e estrutural ajuda a explicar por que o Brasil não vence a prova masculina desde 2010 e a feminina desde 2006.
O talento de atletas como Fábio Jesus e Núbia de Oliveira (também 3ª colocada no feminino ) prova que existe material humano de qualidade. Contudo, sem a profissionalização dos centros de treinamento e investimento real, a distância para os corredores do leste africano tende a aumentar.
































